Sem a menor saudade dos taxistas do Brasil

Foi surpreendente chegar em Londres e encontrar um velhinho sem dentes, de brinco e com unhas do dedinho enormes me esperando com uma plaquinha: “Welcome, Maria”. Achei que fosse encontrar um senhor grande, com sobretudo, bem apessoado e bem culto…

Pouco importa: o senhor que me pegou tem todos os requisitos que um taxista precisa ter. Mal olhou para o endereço que dei a ele e já disse que estava OK. No caminho, perguntei onde ficava o Castelo de Buckingham e o Big Ben e ele disse: “O castelo fica a uma hora e doze minutos daqui e o Big Ben, a uns 59 minutos”.

Por que não uma hora e quinze minutos ou uma hora? Porque aí está a diferença. Este senhor, que me impressionou, disse que antes de tirar a licença de taxista, a pessoa precisa fazer um cursinho. Em seguida, faz uma prova bem difícil, escrita e na prática, em que precisa descrever vários endereços, contando quanto tempo leva para chegar, com trânsito e sem trânsito, qual o melhor caminho, o mais curto, mais longo etc.

Numa rodovia cheia de gente costurando e não respeitando a faixa da esquerda, ao contrário dos EUA, ele foi me falando o tempo todo quantos minutos exatamente se gastava para ir daquele ponto em que estávamos aos principais atrativos de Londres.

Tal e qual no Brasil, onde muitas vezes temos que ensinar o caminho ao taxista, mesmo que o carro tenha GPS…

Pegue um táxi na Inglaterra sem medo. Eles não vão te enganar, nem cobrar mais e, com certeza, vão te deixar no lugar correto!

Pelo menos essa é minha primeira impressão. Foi assim que cheguei de Londres até Brighton, onde vou passar uma boa temporada estudando inglês. Se encontrar taxistas pilantras, eu volto ao tema para me retratar.

O taxista preciso, que não quis ser fotografado de frente

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Uma resposta para Sem a menor saudade dos taxistas do Brasil

  1. Julio disse:

    A julgar pelo diálogo com o taxista, minha parceira já está mandando bem no inglês. Nada como não ter ninguém junto pra pessoa se virar, não é?!

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